História:
Origem topônimo: Palavra indígena que, para José de Alencar vem de Baturieté, "narceja (uma ave) ilustre", comoposta por BATUIRA E ETÉ, nome que tomra o chefe potiguara e na linguagem figurada significa "valente nadador". Conforme Von Martius quer dizer: "certo aço", corrutela de EPO (por ventura) e ITA-ETË (aço). Paulino Nogueira não aceita estas versões e emite a sua opnião: uma corrutela do IBI + TIRA + ETÉ em que IBI (terra), TIRA (alta), isto é serra; desta anteriores e diz: o verdadeiro nome nunca foi Baturité e sim BATIETÉ, que decomposto na língua tupi vem a ser BU (sair, rebentar, sair da fonte), TY (água) e ETE (boa) que exprime "sair água boa", alusão às inúmeras fontes de água cristalina que jorram da serra. Pedro Catão, estudioso da história Cearense, escrevendo sobre nomes indígenas do município de baturiteense, diz que sempre ouviu na Amazônia, o nome BATU, da língua geral, significando "monte serra", e sendo ETE desinencia superlativa Baturité em realidade, significaria verdadeira serra, por excelência"!
Circuito Ceará de Cultura sendo apresentado em uma edição da Feira de Negócios do Maciço de Baturité - FENEB. Após a expulsão dos invasores holandeses, a coroa potuguesa iniciou o processo de ocupação definitiva das terras cearenses. Foi uma ocupação missionária. Por solicitação dos colonizadores Inácio Moreira Barros e seu companheiro André Moreira de Moura, concedeu-lhes do Capitão-Mor João de Teive Barreto, uma Sesmaria cujos limites abrangiam o centro geográfico a partir do qual se iniciaram futuros povoamentos. Nove anos após, ou precisamente em 1755, instalou-se no mesmo local a Missão de Nossa Senhora da Palma, tendo como finalidade realdear os Índios Jenipapos e Canindés. Em 1759, o Desembargador Bernardo Coelho da Gama e Casco elevou em Vila o reduto, dando-lhe o nome de Monte-Mor o Novo d'América e deixando sob o arbítrio das Vigárias Gerais a antiga Missão Jesuítica. Entretanto, no momento de proceder a conferência em relação ao número de moradores, o que deveria constar obrigatoriamente 50 fogos, verificou-se a inexistência deste quantitativo, o que implicaria na inconsistência legal no fato determinado pelo Desembargador.
Inconformados com o resultado decorrente da insuficiência populacional e apoiados na estrutura socialmente construída, clérigos e moradores dirigira-se à Corte, expondo e solicitando o restabelecimento do que antes fora proposto. Desse procedimento e cosoante Carta Régia de 6 de agosto de 1763 e Portaria de 15 do mesmo mês e ano, restabeleceu-se o privilégio anterior. A partir de então cumpriram-se tão somente os complementos de ordem burocrática. Em edital, publicado a 31 de março de 1784, fixou-se a data de ereção do povoado em Vila definitivamente. Vencidos os prazos, consignados em lei, deu-se de fato e de direito o que de modo satisfatório viria ao encontro das comuns aspirações. O antigo reduto missionário chamava-se Monte-Mor o Novo d'América. Sua elevação à categoria de Município ocorreu segundo Lei n° 844 de 9 de agosto de 1858, alterando a denominação para seu nome atual, Baturité.
Pelourinho, marco de fundação da cidade. Localiza-se na praça da matriz, ao lado da sede da Prefeitura MunicipalPor causa do clima ameno e da água em abundância, Baturité, e outros municípios vizinhos, serviram de refúgio para populações sertanejas de cidades como Canindé e Quixadá, que ali se abrigaram durante a Seca dos Três Setes (estiagem que castigou o sertão de 1777 a 1793). Um marco da presença católica no município é o grupo de igrejas, conventos e mosteiros que ainda resistem ao tempo e alguns deles convertido em hospedarias nos dias atuais.
No início do século XIX, Baturité passou a ter como atividade econômica principal a cultura do café. Na época Baturité tornou-se um importânte produtor nacional, chegando a deter 2% de toda a produção brasileira e torna-se um dos municípios mais prósperos do Estado. Contudo, viu-se a necessidade do escoamento da produção, não podendo ser feita pelas precárias estradas da época. Então, em 1870, um grupo de comerciantes lança a proposta de construir a primeira ferrovia no Estado, constituindo juridicamente a Companhia Cearense da Via Férrea de Baturité S.A., interligando Baturité a capital, Fortaleza. Há relatos de que o café de Baturité era um dos mais apreciados nas cafeterias francesas. A arquitetura colonial reflete a fartura desse período.
Inconformados com o resultado decorrente da insuficiência populacional e apoiados na estrutura socialmente construída, clérigos e moradores dirigira-se à Corte, expondo e solicitando o restabelecimento do que antes fora proposto. Desse procedimento e cosoante Carta Régia de 6 de agosto de 1763 e Portaria de 15 do mesmo mês e ano, restabeleceu-se o privilégio anterior. A partir de então cumpriram-se tão somente os complementos de ordem burocrática. Em edital, publicado a 31 de março de 1784, fixou-se a data de ereção do povoado em Vila definitivamente. Vencidos os prazos, consignados em lei, deu-se de fato e de direito o que de modo satisfatório viria ao encontro das comuns aspirações. O antigo reduto missionário chamava-se Monte-Mor o Novo d'América. Sua elevação à categoria de Município ocorreu segundo Lei n° 844 de 9 de agosto de 1858, alterando a denominação para seu nome atual, Baturité.
Pelourinho, marco de fundação da cidade. Localiza-se na praça da matriz, ao lado da sede da Prefeitura MunicipalPor causa do clima ameno e da água em abundância, Baturité, e outros municípios vizinhos, serviram de refúgio para populações sertanejas de cidades como Canindé e Quixadá, que ali se abrigaram durante a Seca dos Três Setes (estiagem que castigou o sertão de 1777 a 1793). Um marco da presença católica no município é o grupo de igrejas, conventos e mosteiros que ainda resistem ao tempo e alguns deles convertido em hospedarias nos dias atuais.
No início do século XIX, Baturité passou a ter como atividade econômica principal a cultura do café. Na época Baturité tornou-se um importânte produtor nacional, chegando a deter 2% de toda a produção brasileira e torna-se um dos municípios mais prósperos do Estado. Contudo, viu-se a necessidade do escoamento da produção, não podendo ser feita pelas precárias estradas da época. Então, em 1870, um grupo de comerciantes lança a proposta de construir a primeira ferrovia no Estado, constituindo juridicamente a Companhia Cearense da Via Férrea de Baturité S.A., interligando Baturité a capital, Fortaleza. Há relatos de que o café de Baturité era um dos mais apreciados nas cafeterias francesas. A arquitetura colonial reflete a fartura desse período.